
Um minuto mais tarde, ela podia sentir a convicção apossar-lhe a alma. Ainda que atordoada por lamúrias e gritos internos, a garota recobrava gradualmente os sentidos. Nenhuma palavra provinda de lábios contrapostos a convenceria do contrário – estava finalmente certa do que era. E, principalmente, do que não era.
Não era bonita, não era rica, não era popular. Não era legal, não era amável, não era magra, não era uma escritora famosa, e nem mesmo tinha uma banda de rock. Não sabia tocar violino, e tampouco conseguira uma boa nota em física. Não tinha roupas legais, não sabia desenhar, e se tornara uma estilista decadente quando notara que seus desenhos eram terríveis. Ela não era nada, afinal. Ou ninguém.
Só mais uma garota problemática. E perdida.
Assistia quieta enquanto contemplava as vidas alheias passando. Adiantando-se, correndo, tornando-se interessantes e invejáveis. Mas a sua vida tinha pés de chumbo. E não sabia caminhar. Aos poucos, tornava-se velha para qualquer tipo de talento – se é que possuía algum.
Dois minutos mais tarde, ela decidiu criar um blog.
Sem um por que, nem um pra quê.
Três minutos mais tarde, ela se sentia uma completa idiota.
Ou uma boneca de plástico incrivelmente estúpida.
Não era bonita, não era rica, não era popular. Não era legal, não era amável, não era magra, não era uma escritora famosa, e nem mesmo tinha uma banda de rock. Não sabia tocar violino, e tampouco conseguira uma boa nota em física. Não tinha roupas legais, não sabia desenhar, e se tornara uma estilista decadente quando notara que seus desenhos eram terríveis. Ela não era nada, afinal. Ou ninguém.
Só mais uma garota problemática. E perdida.
Assistia quieta enquanto contemplava as vidas alheias passando. Adiantando-se, correndo, tornando-se interessantes e invejáveis. Mas a sua vida tinha pés de chumbo. E não sabia caminhar. Aos poucos, tornava-se velha para qualquer tipo de talento – se é que possuía algum.
Dois minutos mais tarde, ela decidiu criar um blog.
Sem um por que, nem um pra quê.
Três minutos mais tarde, ela se sentia uma completa idiota.
Ou uma boneca de plástico incrivelmente estúpida.